Flash da existência – poema

Tudo passa em um flash

E as notas do piano

não acalmam o meu coração

onde está a beleza que tanto se fala

para onde fostes, musa do prazer?

Não vejo mais nada

Só sinto a ador

De um golpe que não vi

E aqui,

escrevo intensamente,

num ritmo alucinante

pensando se,

O mundo fora alguma vez,

um lugar de homens sãos

De homens felizes,

Só tentamos,

Só escrevemos

tudo o que fazemos,

gira em torno,

de viver um pouco menos,

por alguma recompensa,

miserável em si,

mas que nos consola,

Fodam-se os puristas,

estou cansado de  tudo,

merda, mas não desisto,

Suicidar-me é impensável

Vivo na merda,

nela faço o meu ninho

E lá fico,

Junto com  o fedor e as moscas,

Não me sinto limpo

Não me sinto sensível

Me sinto machucado,

sujo e isolado

MInha vida não é perfeita

como tudo na vida

gostaria de ao menos,

viver melhor

limpar-me, mas não consigo

sou feio pra caralho,

feio por dentro,

E essa feiura plástica não resolve

Escrevo aqui,

Ou melhor,

sujo isso aqui

com palavras imundas,

vindas de um coração de sangue fétido,

a graça de deus não pousou sobre mim,

Engula-me miséria

faça sua morada em mim,

tome-me de assalto de uma vez,

não me tome aos poucos

Estou cansado de você,

Isso não é um poema,

é um tratamento,

uma confissão

do mais belo ser que não existe,

Sou eu,

Na feiura assim,

tão bela,

tão suja,

tão imunda

tão minha,

tão odiada,

tão vida…

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